segunda-feira, 1 de junho de 2009

Amigo na França, mas não de Air France.

Eram sete horas da manhã e eu dormia tranquilamente. Estava meio ressacada de uma noite tensa, talvez por isso o sono pesado, sem interrupções de pesadelos ou passeios ao banheiro.

Quando o telefone tocou, não sabia bem se deveria atender ou simplesmente desligar o despertador. Estiquei a mão, toquei no primeiro botão e soltei um alô rouco. Foi quando escutei uma voz amiga me perguntando qual o vôo em que o nosso amigo embarcou para a França, em busca do sonhado doutorado.

Eu, antes de perguntar o porquê, disse supor ser qualquer coisa da Air France.

Um enorme frio na espinha veio com o silêncio da voz, que procurava a melhor forma de me contar que um avião da companhia havia sumido misteriosamente dos radares brasileiros, em cima do oceano, aqui, por Fernando de Noronha.

A surdez momentânea me impediu de pensar, pensar em qualquer coisa que me tirasse da cabeça a idéia de que o meu amigo poderia estar no vôo desaparecido.

Bom, o final feliz é que o futuro doutor, na dificuldade de embarcar os besouros (material do doutorado) e com toda burocracia de estudar fora, teve, puto da vida, que ir para Madri, para de lá, ir pra França.

Um acidente aéreo é sempre muito triste, fico pensando em como estão os familiares, mas, felizmente, meu querido amigo está inteirinho da silva.

Santos besouros.

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