quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Gosto...cada um tem o seu.

Sabe aqueles filmes de robôs que “sonham” em ser humanos, para saber como um humano se emociona, sente raiva, medo, angústia e tal?

Pronto, eu me sinto exatamente assim em relação ao furor do carnaval.

Digo isso porque, depois das festividades de fim de ano, começa a tocar Vassourinha na cidade inteira e samba na televisão, lembrando que os carnavais, recifense/olindense e carioca, não esperam nem mesmo o dia de reis, para começar a dar sinais de vida.

Esse é o momento em que grande maioria das pessoas começa a pensar nas fantasias, uma para cada dia de festa.

E eu não sinto absolutamente nada, ou melhor, sinto pelo frevo em si, mas não pelas ladeiras, prévias ou blocos, só pela música.

Hoje fiquei como um robô ou um alienígena daqueles filmes manjados perguntando a uma amiga que me falava da ansiedade pelo próximo fim de semana, por mais prévias, mais blocos, mais folia, como é sentir-se assim só pela chegada do carnaval?

Dizia que me sinto mal até, por não me empolgar com isso, afinal, veja que maravilha ficar duplamente feliz com a chegada de fevereiro, comemorar o meu aniversário nas ladeiras feliz da vida, ou até fazer como o pai de duas amigas, comemorar no galo da madrugada e tirar uma foto do maior aniversário do mundo...

Minha amiga, na tentativa de explicar o que acontecia no organismo dela coma chegada do carnaval, me disse: não sinto absolutamente com a vinda do Radiohead para o Brasil.

É, acho que entendi.

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