Falta uma semana.
Achei que essa data chegaria sem crises, mas agora, tão perto, algumas angústias começam a surgir.
Nada objetivo. Teoricamente, está tudo correndo bem.
Alguns atropelos, decisões difíceis, uma certa falta de motivação para coisas realmente necessárias, mas que se fazem tão imprescindíveis, em parte, pelos excessos que me são inerentes, nesse caso, o de cobrança.
Pensei que estaria casada, bem casada, com alguns filhos, e que a comemoração dessa data seria preparada por eles, pela família que eu idealizei e ainda não tenho.
Passaria no salão de sempre, cobriria os cabelos brancos, talvez poucos, talvez muitos, e escovaria o chanel acima dos ombros.
Imaginei uma felicidade simples, um apartamento charmoso, crianças, um marido de óculos, muitos amigos, sempre muitos, música, vinhos, romantismo, paixão, amor.
Agora, tão perto, cada dia mais perto, o único fio branco dos meus cabelos, que continuam bem abaixo dos ombros surgiu discretamente, uma semana atrás. Corri para a sala, mostrei para o meu pai, para a minha mãe, voltei para o espelho e arranquei sem medo de que nascessem dois no lugar.
Os filhos continuam lá, no mesmo lugar aonde estavam quinze anos atrás, no labirinto da minha imaginação, sorrindo e gritando cada dia mais alto.
O marido de óculos talvez exista, mas não vou comemorar os trinta com ele, não como marido, mas com romantismo, paixão, amor.
A música sempre existiu, os vinhos estão cada dia melhores, os amigos mais e mais queridos.
E eu, raciocinando os planos que fiz em dias tão distantes, adio para os quarenta, esperando que em dez anos, quando vier a próxima crise, se meus sonhos não estiverem corporificados em meus dias, pelo menos continuem lá, dentro da minha cabeça. Desejo, ainda, que o carinho que tenho por eles continue intacto, exatamente como foi ao longo de toda a minha vida, somente para que me proporcionem a vontade necessária de viver feliz e motivada cada dia do hoje.
Nada objetivo. Teoricamente, está tudo correndo bem.
Alguns atropelos, decisões difíceis, uma certa falta de motivação para coisas realmente necessárias, mas que se fazem tão imprescindíveis, em parte, pelos excessos que me são inerentes, nesse caso, o de cobrança.
Pensei que estaria casada, bem casada, com alguns filhos, e que a comemoração dessa data seria preparada por eles, pela família que eu idealizei e ainda não tenho.
Passaria no salão de sempre, cobriria os cabelos brancos, talvez poucos, talvez muitos, e escovaria o chanel acima dos ombros.
Imaginei uma felicidade simples, um apartamento charmoso, crianças, um marido de óculos, muitos amigos, sempre muitos, música, vinhos, romantismo, paixão, amor.
Agora, tão perto, cada dia mais perto, o único fio branco dos meus cabelos, que continuam bem abaixo dos ombros surgiu discretamente, uma semana atrás. Corri para a sala, mostrei para o meu pai, para a minha mãe, voltei para o espelho e arranquei sem medo de que nascessem dois no lugar.
Os filhos continuam lá, no mesmo lugar aonde estavam quinze anos atrás, no labirinto da minha imaginação, sorrindo e gritando cada dia mais alto.
O marido de óculos talvez exista, mas não vou comemorar os trinta com ele, não como marido, mas com romantismo, paixão, amor.
A música sempre existiu, os vinhos estão cada dia melhores, os amigos mais e mais queridos.
E eu, raciocinando os planos que fiz em dias tão distantes, adio para os quarenta, esperando que em dez anos, quando vier a próxima crise, se meus sonhos não estiverem corporificados em meus dias, pelo menos continuem lá, dentro da minha cabeça. Desejo, ainda, que o carinho que tenho por eles continue intacto, exatamente como foi ao longo de toda a minha vida, somente para que me proporcionem a vontade necessária de viver feliz e motivada cada dia do hoje.
Marcadores: aniversário, sonhos
